quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sorriso


E ele abriu os olhos pela manhã
E o sol lhe sorriu.
E o sorriso era seu.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Câmara de São Luís retira da pauta projeto que concedia título de cidadão a Malafaia

A Mesa Diretora da Câmara Municipal decidiu retirar de pauta o projeto de Lei, de autoria da vereadora Rose Sales (PCdoB), que concede título de cidadão de São Luís ao pastor Silas Malafaia. A Casa entendeu que a Resolução que estabelece as regras para concessão da honraria não prevê títulos a quem não more em São Luís por, pelo menos, cinco anos.

A estratégia de Rose Sales era agraciar Malafaia durante sua passagem por São Luís, prevista para este fim de semana, no Aterro do Bacanga. Por isso ela apresentou o projeto ainda no mês passado.

O arquivamento é uma vitória do vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), chamado de “vagabundo” e “bandido” pelo pastor, segundo comentários das redes sociais, ontem. Durante a discussão do título, mês passado, Rodrigues acusou Malafaia de ser homofóbico ao atacar violentamente os homossexuais em suas pregações. E decidiu pedir vistas do projeto, que até hoje não retornou à pauta.

O problema é que os crentes morderam a isca e partiram para agressão contra o vereador – a mesma agressão da qual o pastor é acusado. O contra-ataque evangélico gerou ainda mais antipatia em relação a Silas Malafaia. Que, ao invés de cidadão, pode agora, ser considerado persona non grata na capital maranhense.

Do blog do Marco Aurélio D'Eça

Leia mais sobre o assunto no Blog do Gilberto Léda

Nota do blogayro:

Bem, o fato é que existem sim na bíblia trechos que condenam a homossexualidade masculina. Não sou nenhum idiota em negá-lo. Mas, desde minha época de catequista, sempre achei que fé sem razão é fideísmo, então, vamos somar dois e dois?
Em Levíticos os versículos 18:22 e 20:13 dizem que o sexo entre dois homens é abominável. Analisando o livro, podemos afirmar que ele trata-se do Código Civil e Penal dos Hebreus, sendo um livro de hábitos e costumes e da regulamentação em vigor naquele tempo. O que eu me pergunto é por que esses dois específicos versículos ainda hoje são apontados como verdades incontestáveis enquanto outros foram esquecidos por serem apenas costumes da época, pois que eu me lembre em Lev 11:10 é considerado pecado comer mariscos.
Outras duas menções bíblicas sobre o pecado da homossexualidade acontecem em Romanos (1:18-32) e I Coríntios (6: 9-10). Vamos somar dois mais dois novamente? Esses dois livros tratam-se de Epístolas, ou seja, cartas de Paulo às igrejas nascentes em Roma e Grécia. Só pra registrar, Paulo era Judeu, nascido e criado sob as leis Mosaicas, as mesmas de todo o Antigo Testamento onde está Levítico.
A Igreja que nascia em Roma e Grécia nascia numa cultura onde a homossexualidade não só era tolerada, mas vista como a mais perfeita manifestação de amor. Para os gregos antigos, o amor só era possível entre iguais e o sexo heterossexual era para reprodução. Em seus textos Paulo ataca a cultura greco-romana que ele acreditava ser um empecilho ao crescimento da nova fé
O que cabe perguntar aqui é quem escolheu as partes que seriam tomadas como Lei e quais seriam relegadas ao esquecimento, como simples costumes da época? Quem definiu que partes da carta de Paulo eram verdades e que partes eram meras opiniões pessoais. Deus? Cristo? Ou os homens de diversas religiões?
Por fim, ainda sem esgotar o assunto, se você não notou, eu já fui uma pessoa extremamente católica e nunca notei isso em meus estudos da bíblia, não existe nenhuma passagem no Novo Testamento onde Cristo se pronuncie sobre a homossexualidade. Não existem parábolas, nem sermões. Nada.
Logo, a religiosidade não pode ser usada como subterfúgio para a pregação da intolerância, incluindo a homofobia, coisa que o pastor Malafaia faz todos os dias. Em todo caso, analisando a questão sob uma ótica meramente política, se ele tivesse efeito grandes obras pela cidade que justificassem a concessão do título, embora a contra-gosto, eu entenderia, mas como já disse em outra oportunidade, usar de prerrogativas políticas para fazer proselitismo religioso é, no mínimo, vergonhoso, senhora Rose Sales.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Câmara de Vereadores pode conceder título de cidadão de São Luís a Silas Malafaia

Enquanto a Câmara de Vereadores de São Paulo aprova o Dia do Orgulho Hétero, aqui em São Luís a vereadora Rose Sales (PCdoB) pôs em votação hoje (02 de agosto) o projeto de Decreto Legislativo 010, de sua autoria, que concede Título de Cidadão de São Luís ao pastor Silas Malafaia. O motivo dessa homenagem? Simples! Assim como Malafaia, Rose Sales é evangélica.

Silas Malafaia chega a São Luís no dia 19 deste mês onde realizará encontros religiosos da “Cruzada Evangelística Vida Vitoriosa Para Você”, nos dias 20 e 21, no Aterro do Bacanga e a vereadora quer aproveitar o ensejo para homenagear o pastor.

Líder da Igreja Assembléia de Deus – Vitória em Cristo, Malafaia é conhecido nacionalmente por suas manifestações através de textos e vídeos em se posiciona violentamente contra a homossexualidade.

Em junho de 2008, liderou uma manifestação diante do Congresso Nacional, contra o projeto de Lei 122/2006, que se aprovado criminalizaria a homofobia, afirmando que “o projeto não protege os direitos dos homossexuais, mas sim lhes dá privilégios, pois suas condutas não poderiam mais ser criticadas ou desestimuladas”, além de se referir ao projeto como “a primeira porta para a pedofilia."

Malafaia já afirmou diversas vezes que os LGBT estão condenados ao inferno, já espalhou outdoors pelas ruas do Rio de Janeiro pregando a discriminação por orientação sexual, além de ter feito uma série de outros atentados verbais contra gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros.

A autora do projeto, Rose Sales
O projeto de Rose Sales foi posto em votação na sessão dessa terça-feira pela vereadora, mas teve sua apreciação adiada por 72h por causa de um pedido de vistas do vereador Ivaldo Rodrigues (PDT) que afirmou que a concessão desse título ao pastor Silas Malafaia “é um total desrespeito à dignidade humana, já que o evangélico tem discriminado a condição sexual dos grupos de homossexuais em suas pregações midiáticas”.

Rose Sales justificou a concessão do título afirmando que é serva do senhor e que até Cristo livrou uma prostituta (Maria Madalena) de ser apedrejada. Ela alegou que o evangélico Silas Malafaia não é homofóbico.

Os grupos de defesa dos direitos da população LGBT que atuam na região metropolitana de São Luís, Gayvota, Lema, Solidariedade Lilás, além de representantes de profissionais do sexo, Aprosma e Tebas, acompanharam a sessão, protestando contra a proposta da vereadora que foi vaiada pelos manifestantes.


Vereador Ivaldo Rodrigues (PDT)

O vereador Chico Viana (PSDB) também se posicionou contra o projeto “pela condição de discriminação à condição sexual da pessoa humana, sempre manifestada pelo pastor Silas Malafaia” e lembrou que recentemente foi aprovado na Câmara Municipal, um projeto de lei, de sua autoria, que impede a discriminação sexual nas instituições públicas e privadas do município de São Luís.

O projeto de Decreto Legislativo deve voltar para apreciação e votação em plenário, na próxima semana. Os grupos LGBT prometem voltar ao Legislativo para se manifestar contra a iniciativa da vereadora Rose Sales e impedir a aprovação do decreto.

Bem, independente de eu ser gay, acho que a concessão desse tipo de honraria deve ser feito levando em consideração o bom senso. Primeiro, a vereadora foi clara ao afirmar que propôs o projeto por ser evangélica. Será se ela não sabe que, segundo a Constituição, o Brasil é um país laico e que, por isso, questões religiosas e pessoais não podem se sobrepor ao respeito que nossos representantes devem à Constituição?

Segundo, porque promover uma pessoa que não faz outra coisa além de incentivar o ódio, a intolerância, a discriminação, o desrespeito aos cidadãos só por eles terem um comportamento diferente do seu?

Terceiro, o que Malafaia fez pela população ludovicense? O vereador Francisco Carvalho (PSL) não poderia dar justificativa mais contundente, sensata, imparcial e em harmonia com nossa Constituição: “sou contra a concessão dessa comenda a quem não seja maranhense e quem nunca tenha prestado serviços relevantes ao povo de São Luís”. Precisa dizer mais, Rose Sales?

Espero que os três vereadores consigam manter a coerência do debate na próxima semana e impedir que esse projeto seja aprovado.

Com informações do Blog do Mário Carvalho.

domingo, 24 de julho de 2011

Eu te amo. Simples.

"Eu vou respeitar como alguém que apaga a luz, mas tem seu altar no escuro"

Quando sabemos que é amor? Quando sabemos que amamos? Quando sabemos que amamos alguém de verdade? Eu sempre me perguntei isso. A vida toda. Mais que simplesmente me perguntar, eu procurei isso a vida toda.

Um amor que resistisse a todas as tempestades, que pudesse ser cantado em uma balada da Barbra, mas achei apenas os que poderiam ser descritos em algum verso do mal do século. E não raros eram os momentos de dor e desesperança. Por que lutar se é tão mais fácil desistir? E a vida a insistir, e o coração a persistir na vontade voraz de ter alguém por quem bater.

Desde cedo somos ensinados que é impossível ser feliz sozinho e acreditamos nisso. Então começamos a caminhada em busca desse alguém que nos fará feliz quando, na verdade, apenas nós temos esse poder. E quando enfim (achamos que) aprendemos isso vem alguém.

Alguém que sequer percebemos quando se aproxima. Alguém que diz “oi” e recebe um mero “oi” de volta. E depois outros “ois” e alguns “bom dia”, “como você está?”, “fale-me de você” e o que era uma mera conversa educada torna-se um papo necessário, diário. Quando percebemos, estamos de volta ao início.

Uma música que lhe parece, um sorriso no meio do dia pela lembrança de alguma bobagem da última conversa, uma mensagem que demora a chegar, uma ligação que se reluta em fazer, a dúvida sobre o que se sente, sobre a reciprocidade desse sentimento e o medo da negativa.

E com a continuidade do contato vem uma lágrima pelo “não” quando dizemos “sim”, a angústia pela distância que se decide criar na tentativa infeliz de esquecer, a felicidade de voltar a dizer “oi” na esperança de quem sabe as coisas podem mudar, o conforto da proximidade e cumplicidade cada vez maior, a certeza da existência do amor recíproco, a resistência de aceitar a diferença entre os amores cultivados...

Algumas vezes o amor nos torna egoísta. Queremos a pessoa para nós, queremos que o amor dela seja nosso e que nós sejamos os únicos a dar o amor que ela necessita. Mas às vezes amamos tanto uma pessoa que esse sentimento entra em catarse e o único desejo que possuímos é de, pelo menos, poder observá-la, ainda que de longe. É quando somos capazes de deixá-la ir, conhecer outros amores. É quando temos a certeza que nunca será possível dar a ela o amor que gostaríamos. É quando queremos que ela seja feliz, mesmo que não seja conosco, e ainda assim somos felizes juntos. É quando sabemos que amamos, de verdade.


“Eu te amo. Simples. Como disse antes, eu percebi que te amaria mesmo que você não me amasse com ou sem "também". Quando eu decidi q não falaria com você por um tempo foi muito difícil. Eu senti muita dor. Só que agora eu percebo que o que me desesperou não foi o fato de você está tentando com outro cara, mas a possibilidade de você não fazer mais parte da minha vida. E seria assim se eu continuasse me afastando de você, por isso voltei. Eu sabia que você respeitaria meu espaço. Que você não se aproximaria sem eu dar o primeiro passo. O que eu estou tentando dizer é que eu sou muito feliz com o que nós temos um com o outro. Se vai mudar ou não, não sei, não me importa, desde que continuemos juntos. Eu quis te dizer tudo isso porque te amo, porque admiro você, seu caráter, porque te respeito, porque acho que certas coisas não devem ser guardadas, ainda mais se são sobre amor. Com o tempo elas envenenam a relação. Na verdade, essas são coisas que eu estou aprendendo com você.”

Para Ricardo, o homem que eu amo tanto.