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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

24 anos

Hoje pela manhã, enquanto eu tomava meu café, na verdade, Nescau com biscoito de leite, minha mãe (avó paterna, com quem eu moro desde que saí da maternidade) veio me parabenizar e começou a falar sobre a quarta-feira, 13 de janeiro de 1988., dia em que nasci.
Segundo ela, meu parto foi trabalhoso. Minha mãe sentiu as dores logo no início da manhã. Levada à maternidade Benedito Leite, no Centro de São Luís, o trabalho de parto durou a manhã inteira. O médico insistiu em não fazer cesária. Nasci às 13h30, após muito esforço. Minha avó, que diz ter sido a primeira pessoa da família a me ver, contou, nesta manhã, que eu nasci com o cordão umbilical enrolado no pescoço, roxo e inchado. Tenso.
Mas eu sobrevivi. Quer dizer, chegaram a garantir que eu morreria aos 8 anos de idade. Até fui atropelado, mas não foi daquela vez. Até os 12 anos minha saúde era extremamente frágil. Nada que o tempo não tenha feito melhorar.
E hoje estou aqui fazendo 24 anos. Parece que foi ontem que eu caí do sofá dizendo que podia voar, pois era o super-man. Eu tinha 3, 4 anos no máximo, mas lembro-me como se tivesse sido essa manhã. Para vocês verem como eu já não batia bem das ideias.
Interessante como o dia de hoje está mais ensolarado que os outros 13 de janeiro desses últimos 24 anos. É uma sensação completamente nova, diferente. Eu esgotei tudo ao longosdos outros posts. Me passei em revista. Eliminei os excessos e o desnecessário e cheguei completamente livre aos 24.
É... eu também posso brilhar. Vamos rumo aos 25 (leia-se, estou estocando Renew. rs)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Falta 1: Woman in love

Estranho. Passei os últimos dois anos apaixonado ou pelo menos sentindo qualquer coisa que na minha cabeça era paixão. E era. Eu chorei, sofri, desapaixonei e me apaixonei de novo. Claro, só perdi tempo ou ganhei, depende do ponto de vista.

É tudo tão diferente. Tão mais claro. Eu não espero e nem busco nada, pois eu, enfim, conheci o homem que tanto procurava. Eu mesmo. Acho que eu estava tão preso a essa necessidade de ter uma pessoa do lado que esqueci que não se pode amar o outro quando não se ama a si mesmo.

O tempo é de viver, o que quer que seja, de verdade.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Faltam 2: How high

Mais uma vez minha internet me impediu de postar. Estamos a dois dias do meu anivers. Estou apreensivo e nem eu mesmo sei porque. Talvez, como diria um amigo, é porque eu gosto do drama. A Márcia diz que eu não tenho que me preocupar, pois mudei para melhor. Eu estou mais maduro, afirma ela. Eu de fato me sinto mais homem, mais humano, mais consciente de mim e dos outros. Apesar disso, acho que nunca se deve parar de refletir, não é mesmo, Madge?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Faltam 4: Don't rain on my parade

Ontem eu não postei, por problemas técnicos, não me julguem.rs
Sobre ontem, o dia 5, acho que a música do dia 6 continuaria valendo.
A música de hoje também tem haver com o dia de ontem.
Na verdade, 'Don't rain on my parade' tem muito a ver com os próximos dias todos.

Hey, mister Arnest, here I am!


sábado, 7 de janeiro de 2012

Faltam 6: Spotlight

Você grita no vácuo e ainda assim o outro se sente ofendido.
E tudo tudo que você quer não é guerra, é respeito.



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Faltam 7: Uma antiga manhã

Daqui a uma semana eu farei 24 anos.
Apesar de estar muito animado com a chegada do meu aniversário, hoje eu me sinto assim:

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Faltam 8: I didn't know my own strength

Alguns posts, são para mim, não para vocês.
Mais um pouco e eu terei 24 anos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Faltam 9: Papa, can you hear me?

Barbra Streisand é uma das minhas cantoras e atrizes preferidas. Eu adoro musicais e Barbra é, principalmente, atriz de musicais. Dona de uma voz extremamente doce, ela interpreta uma balada como poucas. Não se trata apenas de cantar, mas de mostrar o sentimento vivido pela personagem da canção. Dos musicais protagonizados por ela, meu favorito é Funny Girl, que ela viveu na Broadway e nos cinemas nos anos 1960, ganhando o Oscar de melhor atriz em 1968, por esse filme que foi sua estreia, aliás, mas hoje quero falar de Yentl.
Yentl é um filme de 1983, dirigido, roteirizado e estrelado por Barbra Streisand. É baseado na peça de teatro de 1975 de mesmo nome escrita por Leah Napolin e Isaac Bashevis Singer. Na Polônia, Yentl Mendel (Barbra Streisand) é a única filha do viúvo Rebbe que ensina o Talmude (uma codificação das leis judaicas) para os garotos de sua vila e para a filha, porém secretamente, porque nessa época as mulheres não tinham permissão de aprender sobre as leis judaicas. Quando seu pai morre ela fica completamente só no mundo e toma a decisão de sair da vila e - disfarçada de um garoto com o nome Anshel - procura e passa num Yeshivá para estudar os textos, tradições e complexidades do Torá. No final do filme, ela tira o desfarce, passando a morar nos EUA, onde pode estudar as leis judaicas sem sofrer repressão.
Uma das cenas mais marcantes desse filme para mim é a em que Barbra canta ‘Papa, can you hear me?’ em um bosque à noite. Sem ter que se esconder do mundo, Yentl pergunta a seu pai se ele a ouve. Em um filme que fala sobre religião, não é de se estranhar que a canção faça também menções ao Pai Celestial (Deus?!). Indo um pouco mais além, podemos dizer que Yentl pergunta a Deus se ele a ouve mesmo estando ela fazendo algo considerado errado, segundo sua religião. Ali, naquele momento, não era um homem (Anshel) ou uma mulher (Yentl) se dirigindo a Deus, mas uma pessoa em busca de uma resposta, um sentido, uma direção.
Se vocês me permitem ir mais longe ainda, esta cena do musical atenta contra nossa eterna mania de estereotipar a todos. Homens devem fazer isso e não aquilo. Mulheres devem ser assim e não daquele jeito. Negros, brancos, gordos, magros, altos, baixos ou quaisquer que sejam as características físicas, quando as colocamos à frente, como rótulos, nos limitamos e forçamos o outro a fazê-lo. Eu nunca vou cantar como a Barbra, mas não porque sou homem e sim porque não tenho a mesma habilidade vocal que ela. Habilidades. É isso que nos limita.
Quando eu me olho no espelho, não vejo um homem, um gay, um cara magro ou baixo. Eu me olho e vejo refletido alguém cheio de possibilidades e que só precisa de oportunidades para desenvolvê-las. De fato eu nunca vou cantar como a Barbra, mas com o estudo necessário, posso sim, dentro das minhas habilidades e possibilidades, cantar qualquer música do seu repertório sem desafinar. Se vou ou não segurar uma nota por 20 segundos, bem, isso não faz de mim menos digno que ela.
E assim vamos seguindo rumo aos 24 anos.
 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Faltam 10: Listen


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Faltam 11: Um jeito estúpido de amar

“Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser, mas é assim que eu sei te amar”.


Roberto, Chico, Caetano, Gil, Maysa, Dalva, Alcione, Gal, Calcanhotto e tantos outros povoam minha memória auditiva com tanta força que seria difícil escolher uma canção entre tantos. Mas hoje roda em minha cabeça uma música do repertório de Maria Bethânia, ‘Um jeito estúpido de amar’.

Eu gosto dessa música por um sem número de motivos, mas principalmente pela letra que fala de um alguém que ama muito e de verdade e ainda assim machuca o alvo do seu amor. Gosto também porque acho que ela fala não só de amor carnal, passional, mas de qualquer forma de amor sincero que em algum momento tenha caminhado sobre trilhos tortos.

A questão é que algumas coisas realmente não importam para nós, mas importam para o outro. Sempre o outro e nossa capacidade nata de não calçar os seus sapatos antes de continuar a caminhar.

Eu gosto dessa música porque toda vez que machuco alguém de quem eu gosto de verdade, ela me vem à cabeça. Gosto também porque sempre acho que não sei amar direito, que me atropelo e atropelo os outros. Mas existe uma forma certa de amar? 

Eu estava preocupado, pensando no fato de eu postar apenas músicas de artistas internacionais. A única brasileira constante na minha série sobre os 24 anos era Marina Lima. Eu me perguntava se desconhecia ou me desinteressava tanto assim pela música brasileira que é linda e cheia de talentos, mas não. Eu posso não conhecer tanto assim a nossa música, mas pelo menos sou um fã de alguns dos nossos clássicos.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Faltam 12: I feel love


Faltam 12 dias para o meu anivers de 24 anos e aqui estamos nas últimas horas do primeiro dia de 2012. A julgar pelas primeiras emoções do ano, os demais 365 dias devem ser muito bons. Eu realmente nunca quis tanto essa singela felicidade.
A virada doa no não poderia ter sido melhor, ou talvez sim, mas já não interessa agora. Passei a noite na companhia de pessoas que eu adoro, ao som de uma das minhas cantoras preferidas.
Sem essa de achar que virar o ano em um show da Alcione é pedir para sofrer. Algumas músicas bateram mais fundo? Definitivamente sim, mas justamente por isso é que foi bom. Foi uma noite de muitas lembranças, boas e ruins, como, aliás, será todo esse ano. Com dias de sol, nublados e de chuva. A gente bem pode desejar que seja de outra forma, mas esse é o ciclo natural da vida.
Infelizmente, para muitos o dia de hoje é só mais um dia sem sal, mas para nós que estamos nos sentindo esperançosos e com as energias renovadas para continuar e perseguir coisas novas e boas nesses próximos 12 meses, deixo o som da Donna Summer como inspiração. Sintamos o amor.
Aos que estão vivendo apenas mais um dia de sol, que tal tentar beber água para lubrificar? Eu levo os copos...
Bem-vindo, 2012!

sábado, 31 de dezembro de 2011

Faltam 13: O chamado


E 2011 já tá começando a dar tchau. Também, a gente não para de reclamar, dizendo que 2012 já pode chegar. Há boatos de que ele está na pior, se sentido preterido. Mas tudo que é bom dura pouco, seu 2011...
Em algumas horas estaremos nos abraçando e comemorando o ano novo, então vamos tratar de fazer esse 2011 valer à pena, galero. Tudo bem que não dá mais tempo de perder aqueles 10kg, mas ainda dá pra dar uns amassos naquele boy, néam? Também não dá para arrumar um emprego, isso é, dependendo das suas habilidades até dá, mas ainda dá para sorrir e muito.
Bem, o importante é terminar 2011 com tudo em cima para começar 2012 cheio de alegrias para ver se assim elas duram os 366 dias. A gente sabe que não vai ser assim, afinal é preciso chuva para que as árvores floresçam, mas sempre dá para arrumar um guarda-chuva, basta ter força de vontade. Então, junta uns amigos queridos, prepara uns bons drink, bota uma música boa e pronto, é só curtir a festa, não importa onde.
Bem, 2011, é preciso dizer adeus. Eu quero muito esses 366 dias novinhos que estão loucos para entrar na minha vida. Tenho planos e muitas perspectivas boas para eles. Aliás, quem não tem?
Por isso, vamos parar de trollar o pobre do 2011. Quem deu deu, quem não deu, agora só ano que vem, que já tá bem pertinho, olha a maravilha. Então, segura no carão, força no picumã e vamos com tudo porque 2012 está vindo aí para a gente A-H-A-Z-A-H!
Bem, como é mais promessa que gente e força de vontade para cumprir, vamos aos finalmentes? A todos os meus queridos amigos, reais, virtuais ou imaginários, boa festa de Réveillon, porque 2012 só será bom se vocês trabalharem para isso todos os dias. Eu aqui fico na torcida e prometo tentar fazer o mesmo. Beijos.

Não deixe de ler todos os posts da série 30 canções, 24 anos 
Ah, tem a música, néam?
Fiquemos com 'O chamado', lançada por Marina Lima em 1993. Acho que é a música propícia para a ocasião.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Faltam 14: A new day has come

Ano passado participei de uma blogagem coletiva e postei aqui meus cinco desejos para 2011 e confessei algumas coisas que fiz ao longo daquele ano. Pois bem, como hoje é o último doa útil do ano, pelo menos para mim, o texto de hoje da minha série especial sobre meus 24 anos será uma compilação dessas duas propostas. Vamos ver quais dos meus cinco desejos eu consegui realizar? E que confissões eu tenho sobre 2011?

O meu primeiro desejo para 2011 era conhecer a @LilahLeitora, coisa que eu consegui, mas não da forma como eu imaginei. Não a conheci pessoalmente, mas à pessoa que ela realmente é.
Em segundo lugar estava conseguir um emprego. Esse eu também realizei. Deixei de ser estagiário para ser integrado de fato à equipe do Jornal O Estado do Maranhão, aliás, não tenho qualquer queixa quanto à minha vida profissional este ano, especialmente neste último bimestre. Há quem pense que eu ando trabalhando demais, eu concordo com isso, às vezes, mas, apesar do cansaço, eu faço aquilo que gosto, então...
O terceiro desejo era aprender a dirigir. Pois bem, esse não rolou. Eu até me matriculei na auto-escola, paguei à vista os R$ 700, mas quem disse que comecei as aulas. Bem, esse vai ficar para 2012.
Bom, como eu não sou de ferro, pedi algumas futilidades também. Um delas foi um IPAD. Outro desejo que não realizei. Na verdade, eu encomendei um tablet, um Sansung Galaxy, que deveria ter chegado este mês, mas ficou para janeiro, ou seja, o presente de Natal virou de aniversário. Então, digamos que assim como o primeiro desejo, esse se realizou, mas de outra forma.
Finalmente pedi DVDs novos. I Am World Tour (Beyoncé), comprado; Taking Chances World Tour The Concert 2010 (Celine Dion), nunca achei nas lojas; Sticky & Sweet Tour (Madonna), comprado; Dentro do mar tem rio (Maria Bethânia), não acho em lugar nenhum; Inclassificáveis (Ney Matogrosso), também não consegui; Samba meu (Maria Rita), achei o preço um pouco desinteressante; Elas cantam Roberto Carlos (Roberto Carlos e cantoras), está todo arranhado de tanto eu assistir; Tecnomacumba Ao Tempo e Ao Vivo (Rita Ribeiro), simplesmente maravilhoso.
E o que eu quero para 2012? Bem, apenas três coisinhas. Sair de casa, o que vai se concretizar até o fim de janeiro; terminar minha graduação, a monografia vai ficar para dezembro, mas deste ano não passa, dou minha palavra de homem; e crescer profissionalmente. Como essas três coisas dependem exclusivamente de mim, 2012 será de ainda mais trabalho pelas bandas de cá.

E no post sobre a mea culpa de 2010 eu confessei que não cumpri nenhuma das minhas promessas para 2010. Prometi tudo de novo para 2011 e agora para 2012. Vamos acompanhar. Disse também que assumi responsabilidades além das minhas possibilidades e que não dei conta da metade. Nisso eu consegui dar um jeito. Dediquei-me a muitas coisas, mas somente o tempo que realmente dispunha para elas. Não sou e nem pretendo ser um super-homem.
Em 2010, eu gastei muito mais que devia, vivendo com o meu limite estourado do cartão de crédito, pois bem, em 2011 não só corte despesas como fiz uma boa poupança. Tudo para a casa nova. E em 2012 será assim também. Todos os gastos na pontinha do lápis.
Outra revelação foi que meu mau-humor diário, na maior parte das vezes, era só tipo para manter afastada gente indesejada. Acho que esse ano eu consegui ser mais afável ou então todas as pessoas que me chamaram de generoso e fofo esse ano estavam mentindo. O fato é que ando me sentindo mais leve.
Contei ainda que fiz a egípcia no maior cinismo pra gente que estava a um palmo de mim e isso eu mantive porque não sou obrigado. Não é maldade, é sobrevivência. Confessei que roubei a revista Contigo! Especial 30 anos de carreira da Madonna do consultório do meu médico. E roubarei quantas vezes for preciso para manter à salvo a memória da Rainha.
Minha irmã saiu de casa, ficou a saudade, persiste a saudade, mas é a vida, néam? A última confissão foi ter me arrependido de ter magoado todas as pessoas que magoei ao longo da vida em nome da minha maldita segurança. Bem, mas quem não comete erros que atire a primeira pedra. O importante é se esforçar para mudar e eu fiz tudo que pude para isso. Acho que está dando certo.
Confissões sobre 2011? Não farei nenhuma. Sou difícil, ambicioso e sei o que eu quero e isso me basta e justifica.
Ah, tem a música do dia, néam? Ontem à noite pensei em publicar ‘Balada do lado sem luz’, do repertório da Bethânia. O dia de hoje começou tenso e eu queria postar ‘Gota d’água’, do Chico Buarque, mas por que celebrar a tristeza? O ano está terminando e, se ele não foi tão bom quanto e gostaria, não foi tão ruim assim. Ele teve momentos bons e ruins, como qualquer ano.
O que importa é que 2012 já está colocando a cabecinha pra dentro, trazendo 366 dias novinhos para nós fazermos diferente, aliás, 2012 terá um dia a mais, então não tem desculpara para não tentar, néam? Por isso hoje ficamos com ‘A new day has come’, de Celine Dion.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Faltam 15: In my arms

Eu poderia escrever um sem número de palavras, mas prefiro que ele mesmo fale sobre si:

“Sabe qual minha vontade? Adotar um menino e uma menina com, no mínimo, 8 anos de idade. Primeiro porque eles sempre sobram no orfanato e também porque  acho que melhor que colocar mais um no mundo pra sofrer, é dar o amor fraterno pra quem já está sofrendo. Vamos nos apoiar, nós que aqui estamos, e não chamar mais gente pra sofrer junto.. Sou contra a concepção. Radical: a gente se liga em você.
Mas sério, estava falando com a mulher do meu primo, a que deu à luz esses dias sobre ter filhos um atrás do outro, mal esperar o que acabou de nascer ficar maduro, e já engravidar. Daí estava falando que acho normal as pessoas querem ter um filho do modo tradicional, do próprio sangue, é digno.
Só que seria interessante, para os casais que querem mais de um, ao invés de fazer outro, adotar. Sinto tanto aperto no coração quando vejo matérias sobre os abrigos lotados, e as crianças que não conseguem lar que me dá vontade de fazer a Jolie e sair adotando loucamente.
Eu vivo imaginando como seria, sabe? Tipo, acho tão mais legal aquele processo de aproximação da criança, de você ir ganhando a confiança e o afeto dela aos poucos, ir construindo, sabe? Sinto muita vontade de passar por isso”.

O cara que me disso isso fez 18 anos ontem.
Claro que o ponto de vista dele vai mudar (ainda que um pouquinho), mas ainda assim é admirável que um adolescente tenha uma cabeça mais preparada que muito adulto por aí. Quando deixamos de sobrepor nossa agenda particular sobre a demanda coletiva, parece que fica mais fácil caminhar entre a multidão. Eu torço por um mundo onde haja mais pessoas como o Guh Alves, meu irmãozinho (virtual) lindo. Feliz aniversário.

A música de hoje não tem muito a ver com qualquer situação que eu tenha vivido. Ela vai fugir à regra da série sobre os meus 24 anos, mas tudo bem, eu só queria lhe dar algo como presente, Well, então aproveito a oportunidade para declarar o meu carinho enorme por esse menino. Ajamos como se fosse o intervalo do vôlei.rs

Bem, como o Guh sabe, um dos meus prazeres é trollar a Gaga, ainda mais para ele, um little monster dos mais fiéis, por isso, claramente não postarei nada da Mother Monster aqui. Então hoje fiquemos ao som da nossa cantora em comum preferida: Kylie Minogue, In my arms.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Faltam 16: The boy is mine

A gente vai viver a vida inteira juntos, mas ele nunca vai se insinuar para mim durante o banho e tão pouco vamos casar ou adotar crianças um com o outro, embora alguns dos nossos maiores desejos sejam nos abraçar e beijar (no rosto) por horas intermináveis, assim como passear despreocupadamente pela praia ao pôr-do-sol, tomando água de coco e falando bobagens.

Mas aviso aos leitores: este homem é meu! E não se trata aqui de um desejo carnal, é amor puro e simples.

Eu gosto de abraçá-lo todas as manhãs, mesmo à distância, para impedir que quem quer que seja lhe faça mal. Eu cuido dele, dou o carinho e a atenção que não dou a mais ninguém. Ele me ensinou a ser humano,  me mostrou como as menores coisas da vida podem ser as mais bonitas, me fez amá-lo, apesar de ser tudo aquilo que eu sempre rejeitei em uma pessoa porque reavaliei a maioria dos meus preconceitos que nos afastariam. Eu o amo porque conheci suas ideias e convicções antes da sua face e até hoje me pergunto o que é mais bonito: seu rosto, seu cérebro ou seu coração. Que bom que minha estupidez não me impediu ver o quanto eu o amo.

Eu não amo muitas pessoas, nem sei amar direito, na verdade, mas esse homem eu amarei até quando não houver mais ar em meus pulmões. Aos homens que ele amar, não se preocupem, meu amor pelo Ricardo não exigirá nada além da certeza que seus olhos castanhos continuam brilhando para o horizonte. Aos homens que eu amar, quem não tem um amor eterno, atire a primeira pedra.

E não faço isso em retribuição. É que quando amamos alguém de verdade não pensamos em outra coisa que não seja nos dedicar a ela de todo coração. Por isso, senhoras e senhores, não ousem tocar neste homem porque ele é meu e eu o defenderei de todas as formas que existirem e, se elas não forem suficientes, criarei outras até ter a certeza que ele está seguro e feliz.

Quero dedicar a música e hoje a você, Marfim. Sei que não é o seu estilo, mas gosto da sensação de saber que coisas tão diferentes podem conviver naturalmente. Esse sentimento eu aprendi com você. Um beijo, meu anjo, fique bem.

Se quiserem saber porque eu o amo tanto, leiam AQUI.

Brandy feat. Mônica, The boy is mine




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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Faltam 17: Pode ser o que for

Poucos cantores e compositores conseguem me traduzir tão profundamente quanto Marina Lima.

Mas eu já dediquei vários posts aqui sobre ela, então cliquem no seu lindo nome e saibam por que ela é tão especial para mim.

A música de hoje é Pode ser o que for, do disco Marina Lima, lançado em 1991. A letra dessa canção traduz bem o que estou sentido agora. Não vejo a hora de 2012 chegar.

E vocês achando que Santa Cher iria dominar essa série especial. rs



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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Faltam 18: A house is not a home

Eu realmente achei que iria passar, mas não.
Desta vez eu simplesmente fingi que não era comigo.
Ignorei de forma quase cínica.
Eu estou cansado demais para lutar.
Eu sei o que precisa ser feito.
Que seja!

Hoje fiquemos ao som de Dionne Warwick, A house is not a home.



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domingo, 25 de dezembro de 2011

Faltam 19: I'm a slave 4 U


Sempre que perguntam a minha idade dizem "nossa, você parece mais novo".

Se eu fosse uma mulher, certamente ficaria lisonjeado com esse comentário, mas a questão nem é essa. É que a maioria das pessoas me veem como um menino e eu já sou um homem.

Mas essa pode apenas ser uma desculpa para eu postar uma música da Britney (ou não). rs

Eu iria postar Let me be, mas hoje ficamos ao som de I'm a slave 4 U, lançada pela princesinha do pop em 2001, seu disco Britney.



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sábado, 24 de dezembro de 2011

Faltam 20: Então, é Natal


Dando sequencia à minha série de posts sobre os meus 24 anos, hoje falaremos do Natal.
Eu e o Natal nunca fomos muito íntimos. Lembro-me que, quando eu era criança, nas atividades da pré-escola, enquanto o Papai Noel dos meus coleguinhas de sala ostentava uma belíssima roupa vermelha, o meu usava azul, verde, amarelo, roxo, da mesma forma minha árvore nunca era um pinheiro verde. Enfim...
Aliás, o Papai Noel nunca me enganou, embora minha mãe jurasse que aquele embrulho que eu achava anualmente após a meia-noite do dia 24 sobre minha cama havia sido deixado pelo Bom Velhinho. Lá estava eu, do alto dos meus 4/5 anos de idade olhando para ela, desembrulhando meu presente e pensando: “aham, Cláudia, senta lá...”.
Com o passar dos anos, a falta de intimidade com a celebração só diminuiu. Antes que me acusem de estar de má-vontade com o Natal, é que eu acredito que o Natal deva ser todo dia. Não precisamos de uma data específica para tratar as pessoas com mais atenção, carinho, afeto, tolerância, para dar presentes. Devemos nos esforçar para sermos assim diariamente. Por que não tentar? Custa dar bom dia ao motorista do ônibus ou chamar o garçom pelo nome?
Pois bem, chega de blá blá blá e vamos ao que interessa. Ano passado eu escrevi uma carta ao Noel pedindo 20 barris de paz dos quais ele me deu dois, mas enfim, por isso este ano decidi não pedir-lhe nada. Na verdade, eu gostaria de agradecer aos presentes que recebi e que jamais pensei em pedir.
Quero agradecer pelos abraços matinais da Thamirys todos os dias quando chego à redação, ao oferecimento da Yane em dividir um AP comigo mesmo sabendo que não faz o menor sentido ela sair de casa agora, à Aline por sempre estar disposta a dar trela às minhas maluquices (amiga, tocou ‘Segura o Tchan’ na boate ontem e não tinha ninguém para dançar comigo e não vem com história que eu sei que você toparia. rs), tem o Miguel, o maior chato de todos os tempos, mas que tem a incrível capacidade de me fazer gostar dele, Geylson e sua preocupação a minha mudança. O Phillip e o cuidado em saber se o "o novo" cara serve para mim. O Ricardo Marfim, que me ama, sem mais ou porquês.
Tem ainda a Ana que sempre puxa minhas orelhas para fazer de mim um jornalista melhor, a Silvia que não se esquece de elogiar uma matéria realmente interessante que eu faço e a Paula que nesse Natal ficou na dúvida entre me dar uma camisa ou um utensílio doméstico. E o Diogo, que apostou que eu poderia escrever sobre música, quando eu mesmo ainda duvido disso. E tem gente da qual a nós simplesmente gostamos sem saber explicar por que, como o Daniel.
Tem a Nice, minha amiga desde os 8 anos, que, faça chuva ou faça sol, nunca esquece de vir à minha casa me dar um abraço no dia do meu aniversário. Tem o Adriano, que me faz sentir saudades dele e ter a certeza que mesmo que fiquemos anos sem nos falar, a amizade permanece a mesma. O Hilton e nossa amizade construída. O Diego me faz querer cuidar dele. O Will inspirou o melhor texto que eu já postei aqui. O Jefferson eu vivo gongando, mas ele me ama mesmo assim e eu a ele.
Tem a Patrícia, que me ofereceu os préstimos da sua igreja quando eu lhe disse que sou gay, mas nem por isso deixou de ser especial para mim. Amigos só querem o nosso bem. A Alessandra não me ofereceu sua igreja, mas seu abraço. O Léo é meu exemplo de homem a seguir. Justo, honesto, amoroso. Tem o Willame, com quem eu sou rude quase sempre, mas é só por que eu tenho um jeito estúpido de amar. Tem a Fannili, de cuja cara eu jamais sorri. Juro. rs Tem o Renato que é um doce de homem.
Tem o Pedro que despertou em mim algum tipo de sentimento paterno reprimido, assim como o Guilherme. O Guh que me mostrou que irmãos não são ligados apenas pelo sangue. Ai de quem fizer mal ao meu maninho. O Gil provocou uma rachadura incorrigível na minha armadura, fazendo-a cair. O Tiago e suas preciosas lições sobre como ser mais com menos. O Riba e o privilégio de tê-lo me paquerando. O Marco a honra de ser digno do seu afeto e admiração. O Ademário e o suas palavras quentes ao pé do meu ouvido. O Ewerton e toda a sua doçura comigo. O Ricardo Moreno que me dá o prazer de ajudá-lo sem saber que na verdade ele é que está ajudando a mim.
Quero mandar um salve especial ao Thiago, ao William, ao Marcos e ao Marcelo, esses queridos que a internet colocou na minha vida, que me dão um sopro de halls preta quando eu acho que nosso destino são as fluorescentes da Paulista. O Thiago já me deu o prazer da sua companhia, agora espero poder ir a Sampa e Jampa até o próximo Natal. ^^
E como não dizer obrigado à Terlla, ao Robson, ao Caco, ao Átila, ao Murilo, ao Xandy, ao menino Ab, ao Bruno, ao Rikewill, à Mara, à Lola, à Wash, à Vivi, à Norminha, à Roberta, à à Fernanda, à Lilian, à Patrícia, à Telma, à Kris, à Cristina, ao Gabriel, ao Marcelinho, ao Caesar, ao Raniery, à Karina e ao Lucas?
Talvez eu esteja sendo injusto, citando alguns, quando eu poderia escrever mais outras dezenas de nomes, mas esses foram os mais presentes neste 2011 aos quais eu quero agradecer especialmente por me ajudarem, de alguma forma, ainda que mínima, a chegar muito mais homem aos meus 24 anos que se completarão no próximo dia 13. Aos que eu não citei, sem dramas, o bem atrai o bem.
Se preocupar (ou não)  com um menino que, diz-se, nasceu sabe-se lá onde e há quanto tempo não é bom ou ruim, o problema é quase todos nós esquecemo-nos de dar atenção ao menino que nasce dentro de cada um de nós todo dia 1º de dezembro e que, na maioria das pessoas, morre prematuramente todo dia 1º de janeiro.
Ah, falta a música, néam? Será que ele achou mesmo que eu iria esquecer de citar o nome dele? Bem, como é Natal a música de hoje será temática, mas não se preocupem, apesar do título do post, não será Simone. A música de hoje vai com um beijo para o Eduardo Marcondes, esse lindinho. Obrigado a você também. No Natal, que eu acabei de decretar que será comemorado todos dos dias, tudo o que eu quero são pessoas que venham para somar.




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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Faltam 21: Casa e jardim

Hoje faz exatamente três meses que faço terapia. Que a faço de verdade. Não foi fácil. Precisei encarar meus medos de frente, mas, principalmente, quebrar alguns preconceitos com relação à psicoterapia.

Eu deveria ter começado há anos, há 5 anos, quando fiquei com a cabeça uma bagunça por causa da pressão do vestibular, do trabalho, da família, da minha homossexualidade reprimida. Um caos. Pensei em desistir várias vezes...

Fiquei todo esse tempo enrolando. Ia, não ia. Fui! Estava mais acuado que rato, mas ainda bem que fui. Eu realmente vejo as coisas com mais clareza agora, aprendi a lidar melhor com determinadas situações, em especial as que me deixavam péssimo. Até minha saúde física melhorou. Nada de dores ou febres inexplicáveis.

Nestas duas últimas semanas do ano não terei sessão. A Márcia, minha terapeuta, está de recesso. Tudo bem. Eu consigo caminhar sem as muletas. Adquiri um novo hábito. Quando não está sendo fácil, paro e escrevo tudo o que se passa em minha cabeça. Ajuda a organizar as idéias, mas nos últimos tempos não têm sido difícil.

Não sei quanto tempo mais terei de continuar com as sessões. A Márcia disse que já podemos começar a falar em alta, então vamos acompanhar.

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Enquanto isso, fiquemos com a excelente Casa e Jardim, lançada por Marina Lima no seu disco Abrigo (1995). Após a morte do pai, em 1993, a cantora entrou em depressão. Parou de compor, cancelou todos os shows e só retornou aos palcos em 2000, com o excelente show e disco Síssi na sua.

Abrigo foi o primeiro disco dos três lançados por Marina nesse período em função do seu contrato com a gravadora EMI. Ele é também o único trabalho em que ela não assina nenhuma das faixas. Marina veio apenas como intéprete das canções, buscando abrigo para a sua dor nas palavras alheias, produzindo um dos mais sofisiticados e conceituais álbuns da sua carreira.