segunda-feira, 19 de julho de 2010

"Sim, eu aceito": Brasil ganha campanha a favor do Casamento Gay

Astrid Fontenelle e Cazé Peçanha aderiram à campanha "Sim, eu aceito", que pede a aprovação, pelo Congresso Nacional, do casamento entre homossexuais.

Os senadores argentinos acabaram de aprovar um projeto parecido no país vizinho e agora os Gays de lá poderão oficializar suas uniões. Por aqui, a proposta de lei espera parecer dos deputados e senadores há cerca de 15 anos.



A campanha, "Sim, eu aceito", a favor do Casamento Gay, é promovida pela Associação Cultural MixBrasil. A apresentadora do programa "Happy Hour", do GNT, e o VJ da MTV foram as primeiras personalidades a posar com o cartaz da iniciativa. De acordo com os organizadores, as atrizes Regina Casé e Betty Faria serão as próximas a apoiar a causa.


“Acredito firmemente no direito universal das pessoas firmarem seus compromissos de amor. As relações de uma vida têm direitos adquiridos e que precisam ser preservados. Se em uma sociedade comercial os direitos são preservados, em uma relação de amor também tem que ser assim. Simples assim!”, disse Astrid, ao manifestar seu apoio.


Fernando Bingre, guia de turismo especializado em receber turistas GLBTs em Salvador, sugere que criemos uma grande e poderosa mobilização no Brasil para exirgirmos a aprovação do Casamento Gay, aproveitando o ótimo embalo da vitória argentina.


Basta com que todos divulguem a idéia por todos os meios possíveis, e não parem de falar sobre isso enquanto o Casamento Gay não for aprovado. Vale usar o Orkut, Twitter, Facebook, SMS, Blog, Banner, MSN, E-mail, mensagens para deputados e senadores, abaixo-assinados, folhetos, faixas, cartazes em locais públicos, boates, murais de universidades, usar o carro de som de todas as Paradas Gays do Brasil, bottons na roupa e qualquer outra maneira que você conseguir imaginar.


Vamos todos juntos rumo à aprovação do Casamento Gay!

Marina Silva é contra casamento gay

Candidata à presidência da república pelo Partido Verde (PV), Marina Silva afirmou ser contra o cassamento entre homossexuais. A declaração foi feita em passagem pelo Piauí.



Evangélica convicta, a candidata do PV à presidência, Marina Silva, afirmou, depois do seu primeiro comício de campanha no Piauí, que é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. "A gente não pode fazer o discurso do ódio contra essas pessoas. Eu não apoio, mas a minha relação é de respeito e de não promover a discriminação" disse a candidata.


A declaração ocorreu durante passagem dela, no sábado 17, por Teresina, no Piauí. O assunto veio à tona por conta da aprovação do casamento gay na Argentina e evangélicos daquele estado queriam saber a posição da candidata.


A candidata ressaltou que a decisão sobre direitos dos homossexuais cabe ao Legislativo e Executivo.


da Redação do Toda Forma de Amor com informações também da Folha Online

Casamento gay ficará fora da campanha eleitoral no Brasil

A aprovação do casamento entre homossexuais na Argentina, nesta semana, reacendeu o debate sobre o tema no Brasil. No entanto, a questão provavelmente vai continuar fora da pauta política por aqui. Por ser considerado um tema polêmico e não prioritário, os candidatos à Presidência da República irão se manter afastados dessa bandeira durante a campanha eleitoral, segundo avaliação de políticos e analistas.

Circe Bonatelli
Agência Estado

A ex-prefeita e ex-deputada Marta Suplicy, candidata ao Senado pelo PT de São Paulo fez um elogio aos parlamentares da Argentina, que, na sua opinião, mostraram "ousadia". "Os argentinos passaram muito à frente. Eles mostraram avanço e sensibilidade à questão. Já o parlamento brasileiro parece demonstrar muita dificuldade em tratar o assunto." Quando deputada federal, em 1995, Marta foi autora do projeto de lei 1151, que visava regulamentar a união civil entre pessoas do mesmo sexo, mas que nunca chegou a ser votado em plenário.



"Não creio (que o tema emplaque), porque há outros temas prioritários," afirmou. Questionada se a polêmica em torno do assunto poderia atrapalhar a campanha de candidatos que o defendessem, ela se limitou a dizer: "Qualquer tema polêmico significa ganhar votos de um lado e perder de outro".


No flanco oposto, o deputado federal Paes de Lira (PTC-SP) é um dos críticos da causa e da decisão do país vizinho. "É uma tristeza. É um retrocesso que tem sido apresentado como avanço social. É uma subversão dos fundamentos cristãos, algo terrível para uma nação católica como a Argentina". O deputado é coautor do projeto de lei 5167, de 2009, que tramita na Câmara e estabelece que nenhuma relação entre pessoas de mesmo sexo pode ser equiparada ao casamento ou à entidade familiar. "Não é homofobia, é defesa do casamento. O Código Civil já tem mecanismos suficientes para assegurar os direitos de parceria entre homossexuais," alegou.


No Brasil, o casamento entre homossexuais não é previsto por lei. Alguns Estados possuem resoluções que autorizam os cartórios a registrar a convivência estável de pessoas do mesmo sexo. O documento tem efeitos semelhantes a uma declaração de união estável, o que pode conferir ao solicitante direito à partilha de bens após separação ou óbito, por exemplo.


Lira admite que o caso da Argentina pode repercutir no Brasil, mas minimiza influência sobre as propostas dos candidatos à Presidência na atual campanha eleitoral. "O que importa é o perfil da Câmara e do Senado. Acredito que não há aporte partidário para uma possível aprovação de algo parecido. Na Câmara não passa. Eu seria um dos primeiros a me levantar contra uma proposta dessa."


Presidenciáveis - Os principais candidatos à Presidência da República já se manifestaram favoráveis ao direito à união civil de casais homossexuais. As declarações, no entanto, forem feitas apenas quando questionados, e de forma discreta. O candidato do PSDB, José Serra, já se disse favorável à união civil de gays e também à adoção de crianças por casais do mesmo sexo. "Tem tanto problema grave de crianças abandonadas no Brasil que, para elas, é uma salvação," disse em 21 de junho, durante sabatina realiza pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo portal de internet UOL, na capital paulista.


A candidata do PT, Dilma Rousseff, também já defendeu a causa. "Sou a favor da união civil. Acho que a questão do casamento é religiosa. Eu, como indivíduo, jamais me posicionaria sobre o que uma religião deve ou não fazer. Temos que respeitar", afirmou durante participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, em 28 de junho.


Ontem, a candidata do PV, Marina Silva, também defendeu o direito da união civil, mas admitiu que, por se orientar por princípios cristãos, é contrária ao casamento gay por considerar o matrimônio um sacramento. "É preciso separar as duas coisas", afirmou. Marina disse respeitar os direitos civis dos homossexuais, como a divisão patrimonial e direitos previdenciários, mas disse não ter uma opinião formada sobre a adoção de crianças por casais gays.


Para o cientista político Oswaldo Amaral, professor da ESPM de São Paulo, o fato de a sociedade não ter uma posição clara a favor ou contra o casamento gay faz com que os candidatos se afastem de levar propostas adiante. "É uma causa espinhosa. Se o candidato abraça essa bandeira, fica mal com a outra metade da população. A tendência é ouvirmos respostas evasivas, em que o potencial de dano eleitoral é menor", avaliou.


Segundo Amaral, o tema do casamento entre homossexuais tem um pouco mais de chances de ser tratado pelo PT, onde existem coletivos de movimentos sociais, entre os quais o de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis (LGBT). "Ainda assim, há posições divergentes dentro do partido", ponderou. Já na Câmara dos Deputados, avalia, o respaldo diminui entre os partidos de centro e direita. "O mosaico de opiniões é maior."

sábado, 17 de julho de 2010

Quem é esse rapaz?

Quem é esse rapaz que quando chega brilha a estrela e me faz sua platéia?
Mas se me olha fico tonta, cega; atriz amadora numa estréia.
Eu o vejo bonito e silencioso.
Dentro do peito acho que é fogo bravo.
Quero pegar, mas sei que ainda não ouso fazê-lo meio rei e meio escravo.
Os meus pensamentos vão para ele, ponto de fuga do meu horizonte.
E se o presente vive em sua pele, o futuro deixo que ele me aponte.
São tantas as respostas que não sei, mas me perguntar já é tão gostoso.
Ele tem algo perto, longe gay e vou prová-lo quente e carinhoso.
(Marina Lima)

Desejo, saudade, vontade, busca constante pelo rapaz, pelo abraço não recebido, pelo beijo que não senti, pelos carinhos não dados. Seu toque, o cheiro da sua pele, busco, o mais louco desejo de tê-lo e percorrer todo o seu corpo.



Eu o ouço muito além do cuidadoso silêncio das suas palavras medidas, não ditas, queridas. Eu o vejo muito além da aceitação das (minhas) atitudes contidas. Eu o sinto muito além da amargura das infinitas partidas. Eu o tenho muito além da frustração das oportunidades perdidas.


Eu vivo por esse rapaz muito além do medo de algumas vontades escondidas e o quero muito além das emoções das desventuras não divididas e da certeza dos rumos dessa vida. Eu o espero e nada.

Ah, se ele viesse ver-me à tardinha quando a noite, de manso, se avizinha e me prendesse todo em seus braços. Se ele viesse quando lindo e louco e traçasse as linhas dulcíssimas dum beijo de seda vermelha e me cantasse e me sorrisse.


Então, quem sabe, eu dormisse e não me surpreenderia na cama, alta madrugada, celular em mãos, seu número localizado na agenda e a insana vontade de ligar e dizer sabe Deus o quê. Dizer talvez o já dito e ouvir o já ouvido e desesperançado mais uma vez não dormisse.


Quem é esse rapaz? Por que esse rapaz? Onde está esse rapaz?